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A busca pelo filho…

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Por Luciana Leis

Quando se está tentando engravidar, é inevitável pensar em como será a sua vida com a chegada de um bebê. Pensamentos a respeito de como será o rostinho dele, que nome terá se for menino ou menina, como será tê-lo nos braços e muitas outras coisas… Tudo isso faz parte do processo de formação do “bebê imaginário”, sendo que, com a chegada do bebê real, todo esse arsenal de fantasias será projetado na criança e poderá ajudar na formação do vínculo, já que esse bebê já era desejado e fantasiado muito antes de nascer.

Isso não quer dizer que quem, de repente, se descobriu grávida e, a partir de então, passou a desejar essa criança, não possa formar vínculo com o bebê. Afinal, existem nove meses que antecedem o nascimento do filho e que permitem, sim, que a mulher crie esse tipo de vínculo.

No entanto, o casal que consegue planejar uma criança, acaba tendo mais tempo de poder ir amadurecendo aos poucos o papel de pai e mãe dentro de si, pensar nos modelos que tiveram, nas coisas que desejariam repetir ou mudar a partir da experiência com os seus próprios pais e, inclusive, organizar-se financeiramente para poder receber seu rebento.

Acontece que nem tudo são flores! E quando a chegada do filho demora por concretizar-se, os sentimentos de fracasso e frustração estão constantemente atrelados a esse processo. A mulher passa a se cobrar por não conseguir engravidar, em contrapartida, seu companheiro também sente-se frustrado por não conseguir fecundá-la. Racionalmente, podem até compreender que isso não depende só deles, afinal, nenhum ser humano tem o poder de trazer uma vida para esse planeta. Porém, no íntimo de seus sentimentos, está o fracasso por não ter conseguido mais uma vez e a insegurança de nunca conseguir alcançar esse sonho.

Realmente, não é nada fácil lidar com a frustração de uma menstruação ou com um resultado de beta HCG negativo quando se buscava- quer seja em casa ou com os tratamentos de reprodução assistida- um desfecho bem diferente. A vivência é muito semelhante a de um aborto, afinal, o “filho do imaginário” estava ali a todo tempo para ser personificado em um bebê real e não pode vir.

O reconhecimento de nossa impotência diante de muitos fatos da vida merece ser constatada e, principalmente, que nem tudo acontece exatamente no momento que desejamos. Jamais teremos explicação para tudo, entretanto, o fato de não acontecer na hora que queremos, em hipótese alguma, quer dizer que nunca será. O exercício da paciência é algo nobre, porém, nada fácil, já que nunca queremos nos frustrar.

Todo sonho tem um tempo próprio para se concretizar, assim, não resta alternativa para que aconteça, senão, esperar, buscar e acreditar!

Fonte: Grupo Alfa

Novas descobertas

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Por Carolina Pascoal, nutricionista

O corpo da mulher passa por diversas mudanças hormonais durante a vida, desde a menarca até a terceira idade. Mas é durante a gestação que o corpo sofre as mais acentuadas alterações em tão pouco tempo.

Atualmente, estou passando por este processo e vivenciando a cada dia essa nova experiência. Minhas novas curvas, novas celulites, novo numero do manequim; medos, ansiedade e inseguranças.

Mas o que mais me chamou a atenção foi a preocupação dos outros em relação ao ganho de peso, ainda mais se tratando de uma nutricionista. Muitas pessoas me perguntam sobre isso e até os médicos generalizam essa informação. “O ideal são 12kg!”

Como assim??? E o peso que iniciei a gestação? Acho sim que devemos cuidar, fazer os exames regularmente, controlar a glicemia e outras taxas, mas sem neurose. Não devemos excluir nenhum grupo alimentar e muito menos excluir o tão “temido” carboidrato. Pelo contrário, nosso corpo precisa de mais energia para poder se desenvolver normalmente neste período tão importante, em que nossas necessidades de vitaminas e minerais duplicam.

Atualmente sigo as vozes do meu corpo. Muitas vezes os desejos acontecem como uma espécie de sinal do organismo sobre alguma carência alimentar. Se tenho desejos de carne, pode ser uma indicação de que estou necessitando de mais ferro ou proteína. Da mesma forma, leite, sorvete, iogurtes podem ser sinal de carência de cálcio. E vontade de doces podem sugerir uma hipoglicemia.

Cuidado: Isso não se aplica aos desejos de comer terra, sabão em pó, tijolo e algodão. Esses podem indicar um transtorno alimentar chamado pica.

Para saber mais:
Institute of Medicine (2009): ganho de peso recomendado de acordo com o IMC materno pré gestacional

Fonte: GENTA – Grupo Especializado em Nutrição e Transtornos Alimentares

A falta de informação pode piorar as chances de engravidar

gravidez-539x230Mesmo em meio a tantos avanços científicos, que já permitem ao Brasil desenvolver pesquisas com células-tronco e a uma imensa profusão de tecnologia, que faz surgir novas mídias e diversos canais de comunicação, há lugares, no País, onde a informação simplesmente não chega.

Nestes lugares, a medicina é a popular, a prescrição médica é “a recomendação do amigo”, “a reza do vizinho” ou “a simpatia do parente”. A crença vale mais do que a ciência. E as crenças em saúde – apesar de, muitas vezes, não corresponderem ao conhecimento científico – não necessitam de comprovação para serem aceitas e incorporadas ao repertório popular.

É este o caso da infertilidade. O imaginário popular criou, ao longo dos tempos, uma série de ideias que foram se cristalizando como verdades absolutas, dando origem aos famosos “mitos” ou “preconceitos”. O corpo feminino e a fertilidade da mulher são fontes de inúmeras fantasias que, ao invés de ajudar as mulheres, criam obstáculos.

Diante deste impasse, o que é preciso saber? Primeiro, que não há um responsável pelo problema de fertilidade do casal. Ninguém é mais responsável que o outro pelas dificuldades de gerar filhos. Em cerca de 40% das vezes, a dificuldade provém do homem. Em outros 40%, da mulher, e, nos 20% restantes, os dois possuem problemas que impedem a gravidez.

Depois, que para os casais com fertilidade normal, a chance de gravidez por ciclo ovulatório gira em torno de 20%. Portanto, não é surpresa o fato de que podem se passar vários meses até que o casal consiga a gravidez. Sabe-se que ao final do primeiro ano de relacionamento sexual ativo, sem uso de qualquer método anticoncepcional, 85% dos casais terão conseguido a gravidez.

Os 15% restantes, ou seja, 1 em cada 6 casais, não a conseguirão. São estes casais que devem procurar ajuda médica para ter filhos. Esqueça a simpatia, a dica da vizinha, o remédio natural… Quando existe um problema de fertilidade, o ideal é procurar o quanto antes um especialista, pois o tempo é um inimigo natural da capacidade reprodutiva do ser humano.

Se os governantes fizerem uma campanha para prevenção da infertilidade o slogan deveria ser “procure engravidar antes dos 35 anos !”

Dr. Rodrigo Sabato Romano

Fonte: Grupo ALFA – Medicina Reprodutiva

Desenvolvimento do bebê semana a semana

Se está a pensar em engravidar, ou já tem um bebé a crescer na sua barriga, então neste artigo pode conhecer o desenvolvimento do bebé e da grávida, semana a semana.

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Semana 1 – Ocorre a ovulação, e o óvulo está à espera de ser fecundado.
Semana 2 – O corpo prepara-se para receber o ovo.
Semana 3 – Ocorre a fecundação, e o óvulo transforma-se em ovo. Inicia-se a grande viagem do futuro bebé.
Semana 4 – O ovo é agora um embrião, e os órgãos começam a formar-se.
Semana 5 – Os órgãos formam-se a grande velocidade.
Semana 6 – O coração do bebé bate agora com força.
Semana 7 – O bebé começa a conseguiu ouvir.
Semana 8 – Nesta altura o embrião mede 2 cm.
Semana 9 – Nesta altura da gravidez, o embrião movimenta-se livremente na bolsa de água, tendo o tamanho de uma azeitona.
Semana 10 – O embrião passa a ser um feto, e com os órgãos quase definidos, está na altura de crescer e amadurecer.
Semana 11 – Geralmente, nesta semana os enjoos começam a desaparecer.
Semana 12 – O feto já tem unhas.
Semana 13 – O feto está em crescimento acelerado.
Semana 14 – O bebé já tem paladar. Nesta semana aparece a linha na barriga da grávida.
Semana 15 – Nesta semana, os órgãos sexuais do bebé já estão definidos.
Semana 16 – Os órgãos estão completamente definidos.
Semana 17 – O bebé começa a ter tamanho suficiente para que a mãe o sinta a mexer.
Semana 18 – A partir de agora, é mais fácil visualizar o sexo do bebé.
Semana 19 – Nesta fase começa a surgir celulite na grávida. O bebé desenvolve a inteligência.
Semana 20 – O bebé tem agora 16 cm. Na grávida, pode aparecer o colostro nos mamilos. Semana 21 – O bebé começa a ganhar impressões digitais.
Semana 22 – O rosto do bebé é agora mais definido.
Semana 23 – O bebé começa a conseguir mover os olhos, começando a treinar a visão.
Semana 24 – O bebé tem agora meio quilo, e começa agora a ganhar peso de forma mais rápida.
Semana 25 – Crescimento dos cabelos.
Semana 26 – Os pulmões estão em pleno funcionamento.
Semana 27 – O bebé já abre e fecha os olhos. Surgem com maior frequência os desejos na grávida.
Semana 28 – O bebé mexe-se muito e começa a ficar rechonchudo.
Semana 29 – O bebé posiciona-se com a cabeça junto ao útero.
Semana 30 – O bebé já percebe a diferença de luz.
Semana 31 – Ganho de peso a grande velocidade.
Semana 32 – A grávida sente o bebé a mexer-se com grande intensidade.
Semana 33 – O bebé tem agora 2 quilos.
Semana 34 – Os órgão estão prontos.
Semana 35 – O bebé já sabe mamar.
Semana 36 – O desenvolvimento consiste agora nos últimos aperfeiçoamentos.
Semana 37 – O bebé já pode nascer.
Semana 38 – O mecónio já está formado.
Semana 39 – As contrações podem começar a intensificar.
Semana 40 – As contrações são agora muito intensas, levando ao parto. Nascimento do bebé.