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Até quando é possível adiar a maternidade?

menopausa precoce

O adiamento da gravidez é uma escolha muito comum das mulheres, nos dias de hoje. O número de grávidas ou mulheres tentando engravidar na faixa entre 30 e 40 anos tem aumentado nos últimos anos. Pelo menos 20% das mulheres aguardam até os 35 anos para iniciar uma nova família. São muitos os fatores envolvidos na decisão de adiar a maternidade: a estabilidade profissional, a espera por um relacionamento estável, o desejo de atingir segurança financeira, ou, ainda, a incerteza sobre o desejo de ser mãe. Entretanto, é importante alertar estas mulheres sobre as conseqüências desta decisão: a idade pode afetar sua capacidade de conceber. É também importante informá-las sobre os tratamentos disponíveis que podem ajudá-las a engravidar, quando elas decidirem que o melhor momento chegou. Veja matéria sobre o assunto:

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/v/obstetra-explica-as-novidades-da-tecnica-de-reproducao-assistida/1346910/

FONTE: Projeto Alfa ( Bom Dia Brasil)

Análise seminal: espermograma

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A análise do sêmen é um dos primeiros exames solicitados para avaliar a fertilidade masculina. Com a tecnologia e os conhecimentos que dispomos, hoje, esta análise vai muito além do espermograma. Ela engloba uma série de testes que avaliam o potencial de fecundidade dos espermatozoides. O espermograma é importante para verificar, inicialmente, se o volume do esperma, o pH (acidez), a viscosidade, a cor e a liquefação do sêmen apresentam-se normais. Em seguida, determina-se o número de espermatozóides e a motilidade dos mesmos, tanto do ponto de vista quantitativo, quanto qualitativo. A contagem do número de espermatozóides e a avaliação da motilidade são realizadas no microscópio, com auxílio de câmaras especiais, especialmente desenvolvidas para este fim. O espermograma inclui ainda a avaliação da morfologia dos espermatozóides e a determinação do número de leucócitos presentes no sêmen.

O valores de referência preconizados pela Organização Mundial da Saúde estão listados abaixo:

Parâmetro Valor de referência
Semen volume (ml) 1.5 (1.4-1.7)
Número total de espermatozóides (em milhões por ejaculado) 39 (33-46)
Concentração espermática (em milhões por ml) 15 (12-16)
Motilidade progressova (%) 32 (31-34)
Morfologia espermática (formas normais, %) 4 (3.0-4.0)
Vitalidade (espermatozóides vivos, %) 58 (55-63)
pH ≥ 7.2

Fonte: Grupo Alfa – Reprodução Humana Assistida

Gravidez aos 40 anos?

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         A atriz Marcia Cross é mais conhecida por seu papel como Bree van de Kamp, em The Desperate Housewife, mas, recentemente ela tem recebido atenção também por falar abertamente sobre sua experiência com a infertilidade, um caso raro entre celebridades do mundo todo. Em entrevista concedida à  revista britânica Easy Living, a atriz afirmou com todas as letras, sem omitir nada: “40 anos não é a idade certa para começar a pensar em engravidar”. É fácil imaginar outra mulher na mesma faixa etária e que está tentando engravidar se ressentindo a respeito desta declaração, mas a experiência de Cross a legitima a ser porta-voz desta causa, principalmente porque ela não desistiu do tratamento longo e penoso, marcado por insucessos no meio do trajeto. Somente aos 44 anos a atriz conseguiu engravidar de gêmeas. Ela revelou à revista que, antes, era muito difícil conciliar seu desejo de ser mãe com a trajetória de sua carreira. E apesar de classificar as filhas como “um verdadeiro milagre”, Marcia Cross não alimenta as ilusões de muitas sobre ter filhos na casa dos 40. Quando perguntada sobre ser a “garota propaganda” para as mães mais velhas, a estrela, que teve uma gravidez difícil, revelou que esta não era uma boa ideia…

Fonte: Projeto Alfa – Reprodução Humana Assistida

Cinco dicas para quem está considerando fazer um tratamento de infertilidade

Check up ginecologico

As possibilidades terapêuticas disponíveis para as pessoas que querem ter um bebê e não conseguem engravidar naturalmente são muitas: medicamentos, inseminação intra-uterina, fertilização in vitro, ovodoação, adoção de esperma, gravidez de substituição (barriga de aluguel). “No entanto, o emprego das tecnologias reprodutivas levanta muitas questões: médicas, emocionais, morais e financeiras, particularmente para as pessoas que tomam decisões de acordo com sua religião”, afirma o ginecologista Nelson Júnior, diretor do Projeto ALFA, Aliança de Laboratórios de Fertilização Assistida.

Por isto, antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida, o médico sugere uma reflexão sobre cinco pontos principais:

1)     Seja claro sobre suas esperanças, desejos e objetivos

“O que motiva o seu desejo de ter um filho? Você vê a paternidade ou a maternidade como uma vocação ou como ‘a vocação?’. O quão importante para você é a experiência da gravidez e do parto? É importante que haja uma ligação genética entre pais e filhos? É vital que você saiba as respostas para estas perguntas, para que você possa avaliar as muitas opções para a construção de uma família”, diz o diretor do Projeto ALFA.

2)     Considere questões morais

Questões morais em torno das tecnologias reprodutivas abrangem as preocupações levantadas em debates tradicionais sobre aborto, vida embrionária, descarte de embriões, herança genética e escolhas reprodutivas. “Por exemplo, quais são as implicações de sermos capazes de controlar certos aspectos da procriação? Crianças são como presentes de Deus ou como produtos fabricados, segundo as especificações dos pais? Não faça nada que vá de encontro aos seus princípios”, recomenda o ginecologista Nelson Júnior.

3)     Fique à vontade

Os pacientes, muitas vezes, podem estar ansiosos para avançar rapidamente com o tratamento, especialmente se eles já vêm tentando engravidar por muito tempo ou se são mais velhos. “No entanto, tempo é fundamental neste processo! Tempo para conversar e tomar decisões respaldadas por seu parceiro, por sua família, por seus amigos, por seus conselheiros religiosos… Reserve tempo para compreender todo o processo de tratamento, ao invés ‘de ser empurrado’ ao longo de uma etapa para a seguinte”, aconselha o diretor do Projeto ALFA.

4)     Reflita sobre as decisões

O emprego das tecnologias reprodutivas exige dezenas de decisões concretas. “Como você vai decidir que é hora de passar dos procedimentos de baixa tecnologia (medicamentos, inseminação intra-uterina) para os de alta tecnologia (como a fertilização in vitro)? O que você vai fazer com os embriões que sobraram da sua fertilização in vitro? Como é que vai decidir quando parar com os tratamentos, se eles não forem bem sucedidos? É claro que pode haver ‘surpresas ao longo do caminho’, e você pode mudar de ideia, mas é preciso refletir sobre cada passo, antes de iniciar esta caminhada”, afirma o ginecologista, que também é presidente da Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva.

5)     Procure ajuda

Concretizar a maternidade ou a paternidade – apesar das barreiras para a concepção natural –  é um processo difícil. “Você vai precisar de apoio. Procure pessoas com quem você pode compartilhar suas ansiedades, frustrações e sofrimentos. No entanto, é preciso estar ciente também de que muitas pessoas ‘estão mal equipadas’ para nos ajudar com a tomada de decisões.  Dilemas reprodutivos tendem a estar envoltos em clichês, mesmo entre nossos familiares e amigos: ‘Se é vontade de Deus, você vai ter um filho’, ‘Apenas relaxe e você vai ficar grávida’, ‘Por que você simplesmente não adota?’. As tecnologias reprodutivas oferecem esperança aos que aspiram ser pais, mas levantam muitas questões difíceis. Pense sobre estes aspectos, antes de iniciar o seu tratamento”, destaca o ginecologista Nelson Júnior, diretor do Projeto ALFA.

Fonte: Projeto Alfa